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WASHINGTON (Reuters) - Uma nova droga desenvolvida pelo
maior laboratório farmacêutico do Japão pode prevenir os
danos cardíacos, quase sempre fatais, provocados pela doença
de Chagas, afirmaram pesquisadores venezuelanos e argentinos
na quarta-feira.
Eles afirmaram que o medicamento, cujo nome experimental é
TAK-187, não é uma cura, mas um grande passo no tratamento
da doença que infecta de 16 milhões a 18 milhões de pessoas
e mata 500 mil a cada ano, muitas delas na América do Sul,
Central e México.
Produzida pelo Takeda Pharmaceutical Co. Ltd., a droga tem
um efeito significativamente melhor do que o benznidazole,
usado como padrão de tratamento atualmente, como prevenção
aos danos ao coração, afirmaram os pesquisadores.
A doença de Chagas é normalmente transmitida aos humanos
pelo barbeiro. O inseto carrega um protozoário parasita
chamado Tripanossoma cruzi, que mata até um terço daqueles
que foram infectados.
Julio Urbina, do Instituto de Pesquisa Científica da
Venezuela, Miguel Angel Basombrio, da Universidade Nacional de
Salta em Buenos Aires e colegas testaram o TAK-187 em ratos.
Em um artigo publicado na edição de abril da revista
Antimicrobial Agents and Chemotherapy, os pesquisadores dizem
que o antifúngico preveniu a inflamação cardíaca e dos
ossos e danos nos tecidos, sem qualquer efeito colateral.
O benznidazole, usado no tratamento de infecções recentes
por Chagas, geralmente tem efeitos colaterais e não funciona
quando a doença já chegou a uma fase crônica.
Urbina e Basombrio, que são custeados pelo Instituto Médico
Howard Hughes, dizem que agora querem testar a droga em
humanos.
"O desenvolvimento clínico desse composto como um
agente anti-T. cruzi em humanos vai depender de acordos econômicos
e lagais com a Takeda, que está sendo procurada pela Organização
Mundial de Saúde", disse Urbina.
Segundo ele, nos últimos 25 anos, somente 1 por cento das
novas drogas introduzidas no mercado foram desenvolvidas para
o tratamento de doenças tropicais.
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