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VITÓRIA DA CONQUISTA
Vitória da Conquista é um município
brasileiro do estado da Bahia. Sua população, conforme o
IBGE, em 1 de abril de 2007, era de 308.204 habitantes, o que proporcionou
ser a 3ª maior cidade do interior (excetuando-se regiões metropolitanas)
do Nordeste e também 3ª de toda Bahia[1]. Possui um dos PIBs
que mais crescem no interior desta região. Capital regional de
uma área que abrange aproximadamente 70 municipios na Bahia, além
de 16 cidades do norte de Minas Gerais. Tem a altitude, nas escadarias
da Igreja Matriz, de 923 metros podendo atingir mais de 1.000 metros nos
bairros mais altos. Possui uma área de 3.743 km².
HISTÓRIA
O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português
João Gonçalves da Costa, nascido em Chaves em 1720, no Alto
Tâmega, na região de Trás-os-Montes que com dezasseis
anos de idade, foi para o Brasil ao serviço de D. José I,
Rei de Portugal, com a missão de conquistar as terra ao oeste da
costa da Bahia.
Anteriomente já havia lutado ao lado do Mestre-de-Campo João
da Silva Guimarães, líder da Bandeira responsável
pela ocupação territorial do Sertão, iniciada em
1752. A origem do núcleo populacional está relacionada à
busca de ouro, à introdução da atividade pecuária
e ao próprio interesse da metrópole portuguesa em criar
um aglomerado urbano entre a região litorânea e o interior
do Sertão. Portanto, integra-se à expansão do ciclo
de colonização dos fins do século XVIII.
Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840,
o Arraial da Conquista foi elevado à Vila e Freguesia, pasando
a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território
desmembrado do município de Caetité, verificando-se sua
instalação em 9 de Novembro do mesmo ano. Em ato de 1º
de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria
de cidade, recebendo, simplesmente, o nome de Conquista. Finalmente, em
dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome
do Município é modificando para Vitória da Conquista.
Juridicamente, o Município de Vitória da Conquista esteve
ligado a Minas do Rio Pardo, depois, em 1842, ficou sob a jurisdição
da Comarca de Nazaré. Por Decreto N.º 1,392, de 26 de Abril
de 1854, passou a termo anexo à Comarca de Maracás e, posteriormente,
à Comarca de Santo Antônio da Barra (atual Condeúba),
até 1882, quando se transformou em Comarca.
Até a década de 1940, a base econômica do município
se fundava na pecuária extensiva. A partir dai, a estrutura econômica
e social entraria em um novo estágio, com o comércio ocupando
um lugar de grande destaque na economia local. Em função
de sua privilegiada localização geográfica, com a
abertura da estrada Rio-Bahia (atual BR-116) e da estrada Ilhéus-Lapa,
o município pode integrar-se às outras regiões do
estado e ao restante do país; e logo passou a polarizar quase uma
centena de municípios do sudoeste da Bahia e norte de Minas.
O território onde hoje está localizado o Município
de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas
Mongoiós, subgrupo Camacãs, Ymborés (ou Aimorés)
e em menor escala os Pataxós. Os aldeamentos se espalhavam por
uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca, que vai das
margens do alto Rio Pardo até o médio Rio das Contas.
Os índios mongoiós (ou Kamakan), aimorés e pataxós
pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua
e seus ritos religiosos. Os mongoiós costumavam fixar-se numa determinada
área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do
ano.
Os aimorés, também conhecidos como Botocudos, tinham pele
morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e
lábios - daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo
com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da
caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero,
cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam
responsáveis pela caça, pesca e a fabricação
dos utensílios a serem utilizados nas guerras.
Já os pataxós não apresentavam grande porte físico.
Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não
pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades.
Também praticavam a agricultura. Há pouca informação
a respeito dos Pataxós.
Os relatos afirmam que os Mongoiós ou Kamakan era donos de uma
beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam
dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos
feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça
e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os
gêneros. As mulheres mongoiós eram tecelãs. A arte,
com caráter utilitário, tinha importância para esse
povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira
que se destacavam pela qualidade. Os mongoiós eram festivos, tinham
grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos.
Aimorés, Pataxós e Mongoiós travaram várias
lutas entre si pela ocupação do território. O sentido
dessas lutas, porém, não estava ligado à questão
da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que
a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.

Os Índios e os Colonizadores
A
ocupação do Sertão da Ressaca foi realizada com a
conquista dos povos indígenas.
Índios Pataxó
Primeiro, João Gonçalves da Costa enfrentou o povo Ymboré.
Valentes, resistiram à ocupação do território.
Por causa da fama de selvagens, foram escravizados pelos colonizadores.
Os Mongoyó, tinham primitivamente naqueles índios os seus
principais inimigos por serem êles ferozes e crueis e que impediam
a circulação na região quando saiam em busca de caças
por isto se aliaram aos portugueses para derrotá-los.
Depois dos Ymboré, foi a vez dos Pataxó. Eles também
resistiram à ocupação estrangeira, mas acabaram se
refugiando para o sul da Bahia, onde, em número reduzido, permanecem
até hoje, lutando para preservar sua identidade e seus costumes,
com o apoio da FUNAI.
Os Kamakan-Mongoyó conseguiram estabelecer relações
mais estreitas com os colonizadores a fim de garantir sua manutenção
como povo. Ajudaram os portugueses na luta contra os Ymboré.
Em 1782, ocorreu a batalha que entrou para a história de Vitória
da Conquista como uma das mais importantes. Sabe-se que naquele ano, aconteceu
uma fatídica luta entre os soldados de João Gonçalves
da Costa e os índios. Os soldados, já fatigados, buscavam
forças para continuar o confronto. Na madrugada posterior a uma
dia intenso de luta, diante da fraqueza de seus homens, João Gonçalves
da Costa teria prometido à Nossa Senhora das Vitórias construir
uma igreja naquele local, caso saíssem dali vencedores.
Essa promessa foi um estimulante aos soldados que, revigorados, conseguiram
cercar e aniquilar o grupo indígena que caiu, no alto da colina,
onde foi erguida a antiga igreja, demolida em 1932. Não se sabe
ao certo se essa promessa foi realmente feita, mas essa história
tem passado de geração em geração.
A História nos relata que no período de 1803 e 1806, os
colonizadores e os indios nativos viviam momentos de paz e animosidade.
Os Mongoyó, sempre valentes guerreiros, continuavam a sofrer e
não esqueciam as derrotas passadas perante os colonizadores e preparavam
vinganças, mesmo depois de firmar acordo de paz. Passaram então
a usar de um atifício para emboscar e matar os colonizadores estabelecidos
no povoado. A estratégia consistia em convidar os colonizadores
a conhecerem pássaros e animais selvagens nas matas próximas
à atual Igreja Matriz provavelmente as matas do Poço Escuro,
atualmente uma reserva florestal. Ao embrenhar na mata o índio
então com ajuda de outros, já dentro da mata emboscava e
matava o homen branco, desaparecendo com o corpo. Isto de modo sucessivo,
até que um colono, após luta corporal, conseguiu fugir e
avisar às autoridades estabelecidas e demais colonos qual foi o
destino de tantos homens desaparecidos. Do mesmo modo se estabeleceu uma
vingança por parte dos colonos contra tamanha ousadia. Foram então
os índios chamados a participar de uma festa e quando se entregavam
à alegria foram cercados de todos os lados e quase todos mortos.
Depois disto os indios embrenharam-se nas matas e o arraial conseguiu
repouso e segurança. Êste episódio passou a se chamar
de o "banquete da morte".
Anibal Lopes Viana escreveu na Revista Histórica de Conquista,
"é bem verdade que nas Américas os procedimentos eram
os mesmos porem foram muitos mais bárbaros os procedimentos dos
espanhois com os Incas no Peru e com os Astecas no México",
assim como o exterminio deliberado dos índios pelos inglêses
e americanos nos Estados Unidos.
Os relatos mais precisos sôbre os índios, os colonizadores,
a botânica e os animais que aqui viviam no período da colonização,
foi feito pelo Princípe Maximiliano de Wied Neuwied ou Prinz Maximilian
Alexander Philipp von Wied-Neuwied, (ver também Maximilian zu Wied-Neuwied),
naturalista e botânico alemão, no livro "Viagem ao Brasil",
no trecho "Viagem das Fronteiras de Minas Gerais ao Arraial de Conquista",
quando aqui passou em março de 1817.

Desenvolvimento
Parcial da cidade - 01/2006.
A região de Vitória da Conquista, compreendendo os municípios
de Barra do Choça, Planalto e Poções, devido à
loclização em uma altitude próxima de 1.000 acima
do nível do mar e por não ter geadas, sempre foi um produtor
de café.
Entretanto a partir do ano de 1975 esta cultura agrícola foi incrementada
com financiamentos subsidiados pelos bancos oficiais, passando a região
a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil.
A partir do final dos anos 1980, o município realça sua
característica de pólo de serviços. A educação,
a rede de saúde e o comércio se expandem, tornando a cidade,
a terceira economia do interior baiano. Essa pólo variado de serviços
atrai a população dos municípios vizinhos.
Paralelamente à expansão da lavoura cafeeira, um pólo
industrial passou a se formar em Vitória da Conquista, com a criação
do Centro Industrial dos Ymborés. Nos anos 90, os setores de cerâmica,
mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados
e estofados entram em plena expansão.
O ano de 2007 foi considerado o marco inícial de um novo cíclo
na agricultura regional, ciclo este fundamentado no plantio de cana-de-açucar,
para produção sobretudo de etanol e no plantio de eucalipto
destinado a produção de carvão para a indústria
siderúrgica do norte de Minas Gerais, essências e madeira
serrada que substituira a madeira de lei nativa cada vez mais escassa.
Já estão plantados neste ano, mais de vinte milhões
de pés de eucalípto.
As micro-indústrias, instaladas por todo o Município, geram
trabalho e renda. Estas indústrias produzem de alimentos a cofres
de segurança, passando por velas, embalagens e movelaria, além
de um pequeno setor de confecções.
A educação é um dos principais eixos de desenvolvimento
deste setor. A abertura do Ginásio do Padre Palmeira formou os
professores que consolidaram a Escola Normal, o Centro Integrado Navarro
de Brito, além das primeiras escolas privadas criadas no Município.
A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969,
respondeu à demanda regional por profissionais melhor formados
para o exercício do magistério. A partir da década
de 90, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia multiplicou o número
de cursos oferecidos. Também nessa década, surgiram três
instituições privadas de ensino superior.
População e Eleitorado (Eleições Municipais)[2]Habitantes
Eleitorado Eleitorado (% da população)
308.204 183.967 59,69%
O setor de saúde ganhou novas dimensões. Antigos hospitais
foram aperfeiçoados, clínicas especializadas foram abertas
e a Rede Municipal de Saúde se tornou, a partir de 1997, referência
para todo o País. Esse fato criou condições para
que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar
compatível com o oferecido em grandes cidades.
Hoteleiros, empresários, comerciantes atacadistas e profissionais
liberais formam os segmentos que, junto com a Educação e
a Saúde, fizeram a infra-estrutura da cidade abarcar, além
de migrantes, a população flutuante que circula na cidade
diariamente.
O desenvolvimento da cidade também é atestado pelos índices
econômicos e sociais. O Índice de Desenvolvimento Econômico
subiu do 11º lugar no ranking baiano, em 1996, para 9º, em 2000.
O Índice de Desenvolvimento Social deu um salto: subiu do 24º
para o 6º lugar. O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano
também saltou do 30º lugar em 1991 para 18º em 2000.
Dos 20 melhores IDHs baianos, Vitória da Conquista foi o que mais
melhorou.

Infra-estrutura
Parcial da cidade - 01/2006.
Vitória da Conquista possui uma estrutura compatível com
sua população, a terceira maior da Bahia.
Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número
de empresas além de um shopping center e vários centros
comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste
do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população
estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os
cem maiores centros comerciais do país.
A cidade também conta com um setor de saúde público
e privado muito bem estruturado, que renderam a ela, prêmios a nível
nacional e internacional, freqüentemente seu modelo de saúde
pública tem servido de exemplo até mesmo para outros países.
Conquista também se destaca por possuir um setor educacional privilegiado,
formado por excelentes escolas conveniadas com as melhores redes de ensino
do país, além de contar com várias faculdades, tais
como: FAINOR, FTC, JTS (particulares), UFBA, CEFET, UESB (públicas),o
que a consagra como um importante pólo de educação
superior com cerca de 12 mil universitários, não só
para o estado da Bahia, como para todo o Brasil.
Destacam-se setores da economia como o moveleiro considerado o maior pólo
desta natureza no estado; a cidade é grande produtora e exportadora
de café e, atualmente, a construção civil tem sido
o grande destaque na economia da cidade, na indústria destacam-se
o Grupo Marinho de Andrade (Teiú e Revani), Coca-Cola, Dilly Calçados,
Umbro, Kappa, BahiaFarma, Café Maratá, dentre outras.


Turismo
Cristo Crucificado da Serra do Periperi, de Mário Cravo.
A cidade oferece como atrações turísticas o Cristo
Crucificado da Serra do Periperi, de Mário Cravo, executada entre
os anos de 1980 e 1983, medindo 15 mt de altura e 12 mt de largura, Reserva
Florestal do Poço Escuro, Parque da Serra do Periperi, além
de enventos como a Miconquista (micareta) e o recente Festival de Inverno
da Bahia, evento de inverno oficial da Rede Bahia afiliada da Rede Globo
de Televisão na Bahia.
O Museu da História Política, Casa de Régis Pacheco,
contem um acêrvo de quadros com todos os políticos que governaram
a cidade desde a sua emancipação, além de mostrar
a arquitetura da metade do século XX, muito bem preservada.
A cidade possui vários monumentos onde se destacam, o Monumento
ao Índio, o Munumento da Bíblia, o Monumento às Águas,
o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos da Bahia, no período
do regime militar instalado em 1964, localizado no Jardim das Borboletas
(foto) e o Monumento a Jaci Flores.
Este último monumento, além da vida da homenageada, a primeira
mulher comerciante legalmente estabelecida em Vitória da Conquista,
descendente do casal fundador do Arraial da Conquista, Josefa e João
Gonçalves da Costa, relata também a ligação
histórica entre Vitória da Conquista, na Bahia e Chaves
em Trás os Montes, com trabalhos em faiança portuguêsa,
representando o brasão de cada uma destas duas cidades. Faz parte
ainda deste conjunto, mais de vinte árvores de Pau Brasil plantados
em 10 de fevereiro de 2004, data da inauguração, representando
os índios (moradores primitivos), os colonos, os que aqui hoje
vivem, estando estas árvores aguardando os futuros habitantes de
Vitória da Conquista (foto).
A cidade tem mostrado uma grande vocação para o turismo
de negócios, devido ao contínuo crescimento econômico
que tem experimentado. Possui rodoviária, com linhas diárias
para todas as cidades da região e principais cidades do país,
além de um aeroporto para aeronaves de médio porte com voos
diários pelas empresas OceanAir e Passaredo para diversas cidades
brasileiras.
Clima
Vitória da Conquista tem um clima tropical, amenizado pela relativa
altitude do lugar, tem umas das temperaturas mais amenas no estado Bahia
chegando a registrar 6,2°C em 2006, perdendo apenas para as cidades
mais altas da Chapada Diamantina, como Piatã). "As chuvas
de neblina", como são chamadas, se concentram no período
de Abril a Agosto, já "as chuvas das águas" (mais
intensas e fortes) ficam concentradas de Outubro a Março
.
Vegetação
O engenheiro agrônomo Ângelo Paes de Camargo distribui a vegetação
da região de Vitória da Conquista, seguindo-se do interior
para o litoral, em faixas:
Faixa A - Caatinga ou cobertura acatingada - Vegetação típica
de áreas com deficiências hídricas acentuadas, incompatíveis
com a cafeicultura. Seus solos são em geral rasos, pedregosos e
acidentados.
Faixa B - Carrasco, também conhecido como "campos gerais"ou
cerrado - É uma vegetação baixa, mais aberta, típica
de terra muito pobre e seca. Encontra-se geralmente no espigão
divisor das vertentes marítimas continentais a altitudes da ordem
de 1.000m ou mais, em solos arenosos. Essa faixa é considerada
inapta à cafeicultura. Ela pode ser encontrada também a
sudeste da estrada Rio-Bahia.
Faixa C - Mata de Cipó. Esta cobertura parece ser a predominante
no platô. Vem em geral logo abaixo do carrasco. É uma vegetação
alta, fechada com muitas lianas, ou cipós, epífitas (orquídeas)
e musgos (barba de mono). Encontram-se muitas madeiras de lei, como pau-de-leite,
jacarandá, angico, etc. Também farinha-seca, ipê (pau-d'arco)
são frequentes. Como vegetação secundária
é abundante: corona, cipó-de-anta, pitiá, caiçara,
avelone, bem como capim corrente ou barra-do-choça, além
dos amargoso e tricoline.
Faixa D - Mata-de-Larga. É a vegetação que predomina
logo abaixo da Mata-de-Cipó. Muitas vezes aparece em transição
com essa. A Mata-de-Larga é mais baixa e mais aberta que a de Cipó.
Apresenta muita samambaia, sapé, capim Andrequicé e muitas
leguminosas. São também encontradas muitas palmeiras, planta
que falta na Mata-de-Cipó. As áreas de Mata-de-Larga são
mais úmidas. A vegetação secundária e a relva
resultante é mais verde na estação seca que na Mata-de-Cipó.
A cafeicultura deve encontrar condições climáticas
satisfatórias em terras de Mata-de-Larga. A maior disponibilidade
hídrica deve reduzir os problemas com incidência de ferrugem.
Praticamente esta vegetação encontra-se toda a sudeste da
Rio-Bahia.
Faixas E e F - Mata Fria e Mata Fluvial Úmida - São as vegetações
que aparecem nas bordas e nas escarpas sudeste do platô, logo depois
da Mata-de-Larga. São áreas úmidas que estão
sob influência das correntes aéreas frias e úmidas
vindas do oceano. Os invernos são muito sujeitos a frequentes e
prolongados nevoeiros. Em plena estação seca... a vegetação
herbácea se mantém inteiramente verde. A mata não
apresenta praticamente nenhuma madeira de lei. Predomina a madeira branca."(MEDEIROS,
Ruy H. A. - Notas Críticas ao livro "O Município da
Vitória"de Tranquilino Torres, p.87)
Relevo
"Seu relevo é geralmente pouco acidentado na parte mais elevada,
suavemente ondulado, com pequenas elevações de topos arredondados.
Seus vales são largos, desproporcionais aos finos cursos d'água
que aí correm, de fundo chato e com cabeceiras em forma de anfiteatro.
Ocorrem no platô elevações geralmente de encontas
suaves (embora existam aquelas com encostas íngremes), que podem
atingir 1.000m ou mais. A Serra do Periperi, por exemplo, localizada a
Norte/Noroeste do núcleo urbano de Vitória da Conquista,
tem cota máxima de cerca de 1.109m e mínima de 1.000m, enquanto
que seu entorno próximo apresenta altitudes que variam de 857 a
950 metros.
Outros exemplos de altitudes acima de 1.000 metros são verificáveis
em "Duas Vendas" (Município de Planalto) adiante da "Fazenda
Salitre"(em Poções), em terrenos íngremes, e
a "Serra da Ouricana" (uma das serras localmente conhecida como
"Serra Geral"), em Poções e Planalto. A medida
que as altitudes caem e que se aproxima das encostas, o relevo torna-se
fortemente ondulado." (MEDEIROS, Ruy H. A. - Notas Críticas
ao livro "O Município da Vitória"de Tranquilino
Torres, p.67)

Principais bairros
Entre os vários bairros que compõem a cidade de Vitória
da Conquista, destacam-se o Centro, Candeias, Itamarati, Recreio, Santa
Cecília, Alto Maron, Brasil, Patagônia, Kadija, Ibirapuera,
Guarani, Morada do Pássaros de I a III, Senhorinha Cairo, Miro
Cairo, Heriqueta Prates, Bruno Bacelar, Urbis de I a VI, Inocoop I e II,
Alegria, Morada Real, Alto da Colina, Remanso, Recanto das Águas,
Conveima, Vila América, Ipanema, Santa Helena, Santa Cruz, Jurema,
Bela Vista, Jardim Guanabara, Jardim Valéria, Cruzeiro, Panorama,
Morada do Bem Querer, Vila Serrana de I a IV, São Vicente, Alvorada,
N. Sra. Aparecida e vários outros.Ao todo são mais de 70
bairros além de inúmeros loteamentos recentes.

Personalidades
João Gonçalves da Costa
Glauber de Andrade Rocha
Elomar Figueira Mello
Ricardo Castro
Xangai
José Oliveira Lima
Antônio Rodrigo Nogueira, (Minotauro)
Renivaldo Pereira de Jesus, (Pena)

Bibliografia
MAXIMILIANO, Príncipe de Wied-Neuwied. Viagem ao Brasil. Itatiaia/EDUSP,
1989.
MEDEIROS, Rui. Advogado e Professor de História da UESB. Orientações
de teses de Mestrados e Doutorados.
SOUSA, Maria Aparecida Silva. Professora de História da UESB. A
Conquista do Sertão da Ressaca, UESB, 2001.
VIANA, Anibal Lopes. Jornalista. Revista Histórica de Conquista
Vol 1. Vitória da Conquista, 1982.
Ligações externas
Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista
Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista
UESB-Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
UFBA-Universidade Federal da Bahia.
CEFET Bahia - Unidade de Vitória da Conquista
Atlas digital da Bahia (PDF)
Fotos de Vitória da Conquista
Estado da Bahia, Nordeste
Portal - Geografia, Política, Cultura, Esportes
Bahia, Brasil.
Capital Salvador
Mesorregiões
Centro-Norte Baiano | Centro-Sul Baiano | Extremo Oeste Baiano | Metropolitana
de Salvador | Nordeste Baiano | Sul Baiano | Vale São-Franciscano
da Bahia
Microrregiões
Alagoinhas | Barra | Barreiras | Bom Jesus da Lapa | Boquira | Brumado
| Catu | Cotegipe | Entre Rios | Euclides da Cunha | Feira de Santana
| Guanambi | Ilhéus-Itabuna | Irecê | Itaberaba | Itapetinga
| Jacobina | Jequié | Jeremoabo | Juazeiro | Livramento do Brumado
| Paulo Afonso | Porto Seguro | Ribeira do Pombal | Salvador | Santa Maria
da Vitória | Santo Antônio de Jesus | Seabra | Senhor do
Bonfim | Serrinha | Valença | Vitória da Conquista
Regiões
Metropolitanas Salvador
Mais de 100.000 habitantes
Salvador | Feira de Santana | Vitória da Conquista | Juazeiro |
Camaçari | Ilhéus | Itabuna | Jequié | Lauro de Freitas
| Alagoinhas | Barreiras | Teixeira de Freitas | Porto Seguro | Simões
Filho | Paulo Afonso
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