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AQUI! O
MAPA DO BRASIL BRASILEIRO TIRADO DE UM LIVRO DE GEOGRAFIA
ADOTADO NOS EUA.
ELES ESTÃO QUERENDO INTERNACIONALIZAR A FLORESTA AMAZÔNICA.
No final da página, a brilhante
resposta de "Cristovam Buarque", dada de
improviso a um estudante -- que disse solicitar a resposta de um humanista
e não de um brasileiro-- acerca da internacionalização da Amazônia.
| Imagem 001 | Imagem002 |
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NO MAPA, A FLORESTA AMAZÔNICA É CONSIDERADA COMO “A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL" ABAIXO, TRADUÇÃO DO TEXTO QUE SE ENCONTRA AO LADO DO MAPA. Imagem 001 |
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“Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações
Unidas. É chamada PRINFA (A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo
fato de a Amazônia estar localizada na América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis,
cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego
de drogas, da ignorância, e de um povo sem inteligência e primitivo. A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23
e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo visto que a posse destas terras tão valiosas
nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos
anos.”
Texto à direita da borboleta
“Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os
tipos de animais e vegetais. O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não
permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade.
PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração.”
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A
INDIGNAÇÃO DE CELSO
Av.
Brigadeiro Faria Lima, 674 –
Cep 05426-200 – São Paulo –
SP – Brasil .
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| A resposta, brilhante de
Cristovam Buarque, dada de improviso a um estudante -- que disse
solicitar a resposta de um humanista e não de um brasileiro-- acerca da internacionalização
da Amazônia. Cristovam Buarque, educador e político, nascido em Pernambuco, doutor em Economia, foi reitor da Universidade de Brasília e governador do Distrito Federal. Eleito Senador em 2002, Fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia, durante um debate recente, nos Estados Unidos. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que espera a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica de humanista como o ponto de partida para uma resposta minha. De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de uma país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrária dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deveria pertencer a França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.l Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidente de países tiveram dificuldade em comparecer por constrangimentos na fronteiras do EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares do EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição de milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas floresta do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanistas, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa. Do livro: CEM DISCURSOS HISTÓRICOS
BRASILEIROS. POR CARLOS /
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