DUAS MICARETAS
Conquista este ano será contemplada com duas Miconquistas:A Miconquista  do Grupo Massicas e a Miconquista da Prefeitura. Leia mais!


A "MICONQUISTA"
 
será realizada nos dias 19, 20, 21 e 22 de abril de 2007(quinta, sexta, sábado e domingo, respectivamente) conforme a Secretaria de Turismo... Leia Mais!


 

MICONQUISTA
      A MELHOR MICARETA DA BAHIA AGONIZA.

A melhor micareta da Bahia   agoniza, e os foliões se contentam de  lembranças  dos seus  áureos anos... Leia Mais!


Arte Mercantilizada
Eta! Quanto mais se bate palmas, mais caro fica o CD dos artistas. Ivete é exemplo disto
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 Entrevista com Béu do Chicle.


O ET E O FILHO


OS MÚSICOS BAIANOS


FALA QUE TE ESCUTO


BA-VI


O Sociólogo do Pobre


O Político Esquecido


O discurso


O Tempo

                       A Arte Mercantilizada
Eta! Quanto mais se bate palmas, mais caro fica o CD dos artistas. Ivete é exemplo disso. Aplaudiram tanto a menina, que hoje, para fazê-la descer do seu pedestal, e cantar para nós, pobres mortais, tá custando uma nota preta. Não é qualquer cachezinho, tipo psirico ou Luiz Caldas que ela se prontifica a desfilar para nós. O povo deveria fazer com Ivete o que fez com o Luiz Caldas. No apogeu do sucesso o artista se achava o máximo, o preço do seu cachê era arrebentão, mas a galera foi parando de bater palmas, diminuir a freqüência nos shows e o preço do seu CD caiu. Caiu tanto que hoje, a preço de banana e ninguém quer. Resultado, Luiz Caldas está com o cachê tão em conta, que até a Prefeitura de Conquista, antes mesmo de atochar o preço do IPTU, consegue levantar essa grana para contratá-lo. Infelizmente o povo não usou essa sabedoria em cima da ex-popular Ivete. Agora paga caro por isso. De tanto bater palmas, idolatrar e bajular em demasia, acabamos perdendo a Ivete, assim como perdemos a Daniela Mercuri e o supra-sumo Caetano Veloso. Esses astros não cantam mais para nós, pobres mortais, eles agora são Superstars, estão a serviço dos bacanas. Quem não é endinheirado tem que se contentar com os CD‘s destes cantores, que estão custando os olhos da cara, e a culpa de tudo isto é dos fãs, que não se controlam, aplaudem demais, endeusam os cantores e tudo isso tem o preço. O povo agora tem que se contentar com o barulhento Psirico, engolir um tal de A-zorra e aturar o Jammil da vida. Mas se bater palmas demais e bajular em excesso, também vai acabar, também, essa  que e vendida  como arte. Portanto, todo cuidado é pouco.


                                  DUAS MICARETAS
Conquista este ano será contemplada com duas Micaretas:
A Micareta do Grupo Massicas e a Micareta da Prefeitura.
A Micareta dos Massicas vai ser fechada e será realizada nos dias 20, 21, 22 de abril/2007. A Micareta da Prefeitura começará um dia antes, nos dias 19, 20, 21 e 22 do mesmo mês, e será pública! Após deliberação de consenso, os dirigentes do Bloco Massicas acharam por bem fazer a festa livre de qualquer laço ou compromisso  com a Prefeitura. Segundo estes dirigentes  a difícil decisão   foi em virtude da falta de vontade dos  governantes em realizar a festa à altura, onde ficou visivelmente notado na  última edição. A morosidade nas decisões e o acanhado  investimento  para a realização desta megafesta,  foi o pivô do rompimento de  vínculos  com a Prefeitura.


 

                                   MICONQUISTA
                           A MELHOR MICARETA DA BAHIA AGONIZA
A melhor micareta da Bahia   agoniza, e os foliões se contentam de  lembranças  dos seus  áureos anos. Foi bom enquanto durou, mas, lamentavelmente, tudo  acabou. 2006  pareceu ser a última festa. E não era pra menos. A iluminação prostibular , a falta de divulgação, e a pobreza nas atrações acabou registrando o último suspiro dessa ex-megafesta.   Todos os conquistenses presumiram este fim, até a TV SUDOESTE  premuniu com antecedência a morte da galinha dos ovos de ouro,  a ponto de abrir mãos para a concorrente "TV CABRÁLIA",  que pensava estar fazendo um negócio da China e não percebeu que simplesmente segurava a alça de caixão da MICARETA.  Até os mais pobres de espírito enxergaram com anos de antecedência esse fim,  exceto  os dirigentes do GRUPO MASSICAS.  Também, não podia ser diferente, com os olhos maiores que a barriga,  esses dirigentes   usaram  ininteligivelmente  o prestigio que o cantor Bell goza em Salvador,  para sufocar  as aspirações dos   empresários que  insistiam em manter  seus blocos na rua.  Mas a crueza desses pseudos empresários,  tanto fez que acabou conseguindo  o que sempre sonhara,  o monopólio amplo, geral  e irrestrito  do Bloco Massicas.  A avidez dos dirigentes  deste Boloco Massicas,  que pensavam explorar sozinhos este milionário filão de vendas de abadás, agora amargam prejuízos.  A usura desses dirigentes, que se achavam proprietários da festa, onde   não aceitavam  opinião, impunham suas vontades,  contando sempre  com o aval da prefeitura, acabou com uma grande festa que aquecia  a economia local, levava o nome da cidade para outros horizontes e proporcionava alegria e diversão para todos os conquistenses.   Que este desastre,  fruto da avidez,   sirva de exemplos para todos nós.


                               MICONQUISTA COM DATA MARCADA

Será realizada nos dias 19, 20, 21 e 22 de abril de 2007(quinta, sexta, sábado e domingo, respectivamente) conforme a Secretaria de Turismo.  Ainda não se sabe se será  uma festa pública,  onde todos os foliões participarão  ou  particular, uma festa voltada para os abastados. O pouco dinheiro liberado nas últimas edições desta  folia,  mostra que a prefeitura perdeu o interesse, vez que a festa não rende votos. Assim sendo,  já está passando da hora de privatizá-la. Se isto vier acontecer, os diretores do Grupo Massicas vai ficar sorrindo para as paredes, pois são os mais interessado na idéia de uma  festa fechado,  onde poderão  explorar em regozijo até os comes e bebes. Há mito que este grupo vem trabalhando para isto. Não é à-toa que há muito  seus dirigentes vêm  fechando o cerco e jogando para escanteio todos os empresários  que se atrevem em querer, também,  beliscar uma  fatia do bolo. O grupo massicas  vem de muito  trabalhando para ser proprietário particular  desta alegria momesca, tanto é que teve a preocupação de criar  blocos de adulto,  blocos de crianças, blocos de pobres,  bloco de ricos, camarotes e demais recursos para arrancar  toda grana possível desta alegria. Não se sabe se o declínio desta festa é resultado da ambição desenfreada  deste  Grupo, por  transformar o evento em uma festa de um bloco só  ou  trata-se da incompetência dos Secretários  responsáveis pela organização da festa, que mostraram-se  desqualificados,  deixando a festa decair a ponto  de chegar onde chegou.
Caso queira tirar dúvidas ligue para a Secretaria de Turismo da Cidade:77  3422-3929.


ENTREVISTA COM O CANTOR BÉU DO CHICLE

Béu do Chicle recebeu a equipe do "Miconquista" para uma breve entrevista na sua humilde mansão.

Miconquista: Béu, tem-se por endinheirado todos os pagodeiros, mas você é uma exceção. No último carnaval de Salvador você mostrou que cantar não dá camisa a ninguém.

Béu: Donde tirou esta idéia maluca, meu rei? Todos os trocados que tenho veio do meu canto. Que que é isso, cara?

Mi.: Mas a camisa com a qual você se apresentou na festa mostra a penúria em que vive. Camisa de propaganda política, além de velha faltava uma manga. Não dava para pedir um adiantamento aos donos do Bloco para você se apresentar melhor?

Béu: Não era preciso, eu tenho minhas reservas, acontece que a gente tem que economizar para vencer na vida.

Mi.: Era visível a mancha deixada pela Q-bôa, usada para apagar o nome grafado na camisa. A propósito qual era o nome do deputado que lhe deu aquela camisa?

Béu: Não me lembro mais do nome, há muito tempo, inda da época da eleição de Collor para presidente.

Mi.: Você subiu no trio arrastando as alpercatas. Quantas vezes aquela chinela escapuliu do dedão do pé?

Béu: Ah! Ah! Que mané alpercata coisa nenhuma, meu rei! Eu, nesse dia, usei uma sandália macia que, por sinal, muito confortável.

Mi.: Mas nos importados de R$1,99 encontra-se calçado melhor, não acha?

Béu: De R$l,99 eu acho difícil de encontrar,pois, eu andei a cidade toda e a mais barata que encontrei foi àquela que me custou R$2,99. Não pechinchei e paguei à vista para mostrar para os amigos que não sou assim... esse mão de vaca, como erroneamente as pessoas insistem em afirmar.
Mi.:Dizem as más línguas que você só usa calça meia-coronha devido ao preço, por ser mais em conta, tal comentário procede?

Béu: Eu sou parcimonioso nos gastos, mas neste particular trata-se de um hábito tradicional. Eu, desde criança, costumo usar calça curta e não vai ser agora, depois de grande, que irei abdicar-me facilmente de um hábito tão antigo.

Mi.: Na Micareta de Vitória da Conquista você se apresentou de calça comprida e os foliões andaram dizendo que você tomou emprestada de Massinha, tem algum teor de verdade nisso?

Béu: Comprida é a língua do povo. O frio de Conquista me pegou de calça-curta, e a friagem  nas pernas obrigou-me alugar a referida calça por uma noite. No início até pensei em tomar emprestado de um dos componentes da banda. Cheguei ao  ponto de pensar em comprar uma novinha. Mais tarde  analisei profundamente a idéia e achei ser muita extravagância em comprar uma calça para usar um único dia e terminei optando pelo aluguel.

Mi.: Não parece ser muita canguinhez para um homem montado na mufunfa.

Béu: Ao contrário, sou muito econômico e graças a minhas economias acabei construindo um patrimônio razoável.

Mi.: Toda vez que o trio Chicle passa diante dos camarotes dos governadores da Bahia, você leva uma eternidade em discurso bajulatório com o intuito de canonizar maus políticos. Afinal, quem é seu patrão:os fãs que compram seus discos, que compra os abadás, que vão aos seus show ou os políticos que vivem usando e explorando estas pessoas que adoram você e que lhe quer tanto bem?

Béu: Pega leve meu chapa. Primeiro você tem que ser sensato e um tanto prudente. Na vida, vence aquele que aprende a servir aos dois senhores ao mesmo tempo. Se você for excessivamente radical termina perdendo o mercado de trabalho, feito Luiz Calda, e acaba ficando mais por fora que umbigo de vedete.

Mi.: Temos fotografias no nosso arquivo da Micareta de 1992 em que você ostenta na cabeça, para disfarçar a carequice, aquele pano vermelho que você usa até hoje.

Béu: Não é um pano qualquer. Trata-se de uma badana que recebi como presente de uma Fã especial.

Mi.: Será que  era tão especial assim a ponto de você passar a vida toda com o mesmo pano na cabeça sem nunca pensar em trocar? Naquilo deve haver  uma seborréia danada.

Béu.: Não se preocupe! Todas as vésperas de Carnaval eu tenho a preocupação de lavar, e lavar bem, para que o adorno fique novinho em folha. Se ainda serve, para que trocar, não e mesmo? É um desperdício e dos grandes.

Mi.: Seus amigos dizem que você não abre a mão nem para dar um acorde dissonante, que você adora produtos importados de preferência de R$l,99, e que não aparece em público ou em programa de televisão por ter medo de alguém lhe pedir dinheiro emprestado. Tem fundamento neste absurdo?

Béu: É notória a minha simpatia pelos os importados, principalmente os produtos de R$1,99, meus pródigos amigos não entendem e acabam tirando um sarro. Quanto a minha esporádica aparição em público ou em programa de televisão não se dar em virtude de um inesperado pedido de empréstimo e sim, pelo risco de alguém me pedir este dinheiro como  dádiva e por isso eu corro léguas para proteger meu patrimônio.
Mi.: Prezado Béu, obrigado por esta  entrevista e pela sinceridade ao responder todas as perguntas. Para finalizar: uma razão pela qual vale a pena viver?

Béu: Ué!? Aina não sacou? Vixe Mainha! É dinheiro meu Rei! Grana! Tutu! O que mais haveria de ser?