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Pesquisa vincula desenvolvimento sexual a resistência contra DST
As mulheres que demoram a se desenvolver sexualmente correm maior risco de contrair doenças venéreas, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista Sexually Transmitted Infections.
A publicação afirma que os pesquisadores analisaram a atividade sexual de 127 mulheres que haviam começado a menstruar nos cinco anos anteriores ou tinham até 17 anos de idade.

Quase dois terços delas tinham papilomavirus humano (HPV) e metade sofria de algum outro tipo de infecção. Cerca de 25% havia contraído clamídia.

O estudo mostrou que o uso de preservativo reduziu o risco de contrair clamídia. Em contrapartida, o uso de anticoncepcionais químicos fez o risco dobrar.

Por outro lado, a atividade sexual durante a menstruação aumentou de maneira considerável o risco de corrimento vaginal.

Mas, segundo o estudo, foi a maturidade sexual o fator mais importante na redução da incidência das três infecções.

As jovens sexualmente mais maduras (mais velhas em termos ginecológicos) e com ciclos menstruais irregulares (oligomenorréia) correm um risco consideravelmente menor de contrair essas infecções.

Os autores do estudo acreditam que as mulheres que amadurecem antes, ou seja, que iniciam seu período menstrual aos 12 anos, têm níveis maiores de estrogênio e se desenvolvem fisicamente antes, o que reduziria o perigo de infecção.

"Uma mulher sexualmente ativa, de 18 anos e que tenha tido sua primeira menstruação muito tarde poderia ser mais suscetível a doenças venéreas que uma de 15 anos e que tenha menstruado precocemente".

 

Mercados: Dólar fecha em queda pelo 4º dia seguido, vendido a R$ 2,676

SÃO PAULO - O dólar comercial encerrou em queda frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, apoiado pela estabilização do cenário externo, pela boa performance dos ativos locais e pela ausência do Banco Central na compra da moeda. A divisa americana terminou o dia valendo R$ 2,6740 na compra e a R$ 2,6760 na venda, com depreciação de 0,81%.

O fato do governo brasileiro ter decidido pela não renovação do acordo financeiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é apontado por analistas como a base para a retomada da tendência declinante. Para Luiz Antonio Vaz das Neves, diretor do departamento de pesquisas econômicas da corretora Planner, o mercado interpretou a decisão do governo brasileiro como um sinal de que o BC vinha comprando dólar para recompor as reservas o mais rapidamente possível, a fim de anunciar a não renovação em condições favoráveis. "Isso significa que o BC pode até voltar a comprar dólares, mas não com o mesmo vigor observado antes", diz.

 

Além desse aspecto pontual, os participantes desse segmento destacam que o resultado do PIB dos Estados Unidos, que ficou em 3,8% de alta na última revisão do quarto trimestre, também ajudou o mercado de títulos da dívida americana a se estabilizarem, dando tranqüilidade para os ativos locais. O resultado, que contrariou as expectativa de aumento para 4% no período, indica que a economia americana cresce sob controle, sem necessidade de choque de juros.

 

Mesmo que o câmbio doméstico ainda dependa das condições externas para firmar tendência, Julio Cesar Vogeler, operador da corretora Didier Levy, diz que o fluxo tem sido bastante positivo e as perspectivas locais, proporcionadas pelo tom mais ameno da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e do relatório trimestral de inflação dão fundamentos importantes para a valorização do real. "Além disso, estamos tendo um entrada relevante de recursos externos desde ontem, por causa da oferta pública da Ambev. Hoje houve uma entrada de US$ 600 milhões com essa finalidade", calcula Vogeler.

 

Neves, da Planner, chama atenção, no entanto, para indicadores importantes que saem ainda nesta semana e que podem alterar o rumo positivo do ambiente local. A inflação medida pelo índice de preços dos gastos com família (PCE, na sigla em inglês), que sai amanhã e o número de novas vagas criadas nos Estados Unidos em março (payrolls). Ambos os dados são importantes na medida em que demonstram o nível de atividade econômica dos EUA e os riscos de pressão inflacionária.